O valor formativo da intercompreensão: vozes de alunos e de profesores

A intercompreensão tem um valor formativo. Tem. Terá? Como desenvolver esse potencial formativo nos alunos e nos professores? O que poderá ser uma formação para a intercompreensão no âmbito da educação de alunos e de professores?

24 Responses to “O valor formativo da intercompreensão: vozes de alunos e de profesores”

  1. selma Says:

    Acredito no valor formativo da intercompreensão, pois ajuda a aumentar o respeito pelo outro, a confiança em si, abre a mente para novas aprendizagens. A melhor forma de se desenvolver esse potencial é pela prática. Praticar a intercompreensão e descobrir que não há mistério em se compreender outras línguas, outras pessoas, outras culturas. Galapro, Galanet são exemplos de situações práticas de intercompreensão.

  2. maddalena Says:

    Intanto comincio parlando della mia esperienza di insegnante, nelle sessioni Galanet ad esempio gli studenti non riuscivano a credere che avrebbero capito messaggi in lingue che non avevano mai studiato, all’inizio tendevano ad evitarli e a concentrarsi su quelli della/e lingua/e che volevano migliorare, poi, poco a poco, costretti dal contesto hanno cominciato ad esplorare le altre lingue e si sono resi conto che non erano così incomprensibili. Da quel momento il loro punto di vista è cambiato completamente: cercare analogie, radici comuni è diventato un gioco, una sfida divertente e hanno così scoperto di voler conoscere meglio lingue fino allora ignorate.

  3. Pishva Says:

    Durante questi anni mi è capitato di veder alcuni studenti universitari cambiare atteggiamento verso alcune lingue. Hanno deciso per esempio di appronfondire lo studio di alcune lingue alle quali non erano interessati inizialmente solo perché si sono resi conto di capirle abbastanza facilmente.

    Con un pubblico di insegnanti (futuri e insegnati già in carica) delle scuola primaria questa formazione ha avuto buoni/ottimi risultati.
    La praticata dell’intercomprensione e lo studio della didattica d’intercomprensione hanno permesso loro di sviluppare nuove competenze professionali e sentirsi motivati a integrare queste nuove pratiche intercomprensive, perché ne hanno fatto l’esperienza!

  4. helena araujo e sa Says:

    Na Argentina, onde estive na semana passada num colóquio de associações de professores e investigadores de francês, alguém disse que nós, os “intercompreensivos”, éramos angélicos…. utópicos…. que a essência e o destino dos homens eram a luta, não a paz. A ideia não era defender a guerra, claro. A ideia era sublinhar que nós colcoamos a tónica na “felicidade” comunicativa, na entente, e esquecemos toda a conflitualdiade presente na maior parte das situações de contacto de línguas (porque as línguas têm pesos e funções hierarquicamente situadas). Conflitualidade entre grupos, mas mesmo no interior dos próprios sujeitos.
    O que que pensam?

  5. sandrineg Says:

    Participer à des sessions Galanet, par exemple, est très souvent une révélation pour les étudiants : ils se rendent compte qu’ils sont capables de comprendre d’autres langues etrangères, sans jamais les avoir “apprises”.

    L’expérience d’un chat plurilingue est un moment unique ! (je me souviens parfaitement de cette première expérience :-))

    Et après ces premiers instants de découverte, la curiosité ne les quitte plus…
    Notre rôle d’enseignant est alors de les guider, de les aider à prendre conscience de leurs capacités et à les développer.

  6. martineA Says:

    A propos de galanet, l’expérience personnelle me montre que l’intercompréhension et le travail collaboratif à l’intérieur de la session permet d’abattre des stéréotypes quelquefois très forts sur certaines cultures.

  7. FilomenaM Says:

    Para mim a intercompreensão tem um valor formativo (educativo) na medida em que se assume como constitutivo (construtivo) das nossas identidades plurais. Permite sermos, dizermos e dizermo-nos em diferentes línguas e é esta possibilidade de nos refazermos na e pela interlocução, usando as minhas línguas, as nossas línguas e as outras línguas, que se joga na comunicação com o outro e alarga a capacidade de “entente”. Conflitualidade e “entente” serão necessariamente antónimos?

  8. smelopt Says:

    são complementares… a conflitualidade permite escapar da aceitação passiva e cegueta das diferenças, questionando-as. O consenso nem sempre é positivo.

  9. claudia ferreira Says:

    Oui, je pense effectivement que la question des stéréotypes (ou plutôt de leur réduction) est cruciale pour faire comprendre l’importance de l’intercompréhension. On parle souvent, ici, d’un public d’étudiants futurs enseignants. Pour des raisons professionnelles internes au département de langues et cultures à Aveiro (nous n’avons plus de filière “enseignement”), je m’interroge souvent sur la manière d’introduire l’intercompréhension dans l’enseignement des langues à des étudants en Relations d’Entreprise ou, plus difficile encore me semble-t-il, à des étudiants de Traduction. Dans le premier cas, je pense qu’il serait essentiel pour des étudiants amenés à travailler dans le monde entrepreuneurial, d’être “confronté” à leur propre capacité à comprendre l’autre, même sans en avoir appris la langue. La démarche en soi me paraît un énorme pas pour aller vers l’autre, l’inconnu, surtout dans les sphères professionnelles. Malheureusement, je donne en ce moment beaucoup plus de cours à des étudiants de traduction et je n’arrive pas aussi facilement à justifier cette approche… comment introduire cette démarche intercompréhensive dans d’autres cursus (et pas seulement en cours de langues à de futurs enseignants)?

  10. smelopt Says:

    É a intercompreensão com fins específicos ou com fins profissionais: super interessante e a precisar de alguém que olhe nessa direcção.

  11. maddalena Says:

    sì, d’altronde anche gli studi interculturali o culturali sono stati molto utilizzati nel mondo dell’impresa spesso con interpretazioni un po’ semplificatrici che portavano a catalogare i “popoli” secondo le famose categorie di Hofstede per cui se sei italiano devi per forza parlare a voce alta, toccare l’interlocutore e agitare le mani. sarebbe opportuno riflettere sull’intercomprensione in ambito professionale per non vedere il concetto ridotto così.

  12. Laura Says:

    Comunicare con l’intento di farsi capire presuppone lo sviluppo di una abilità particolare. Imparare a comunicare per permettere ad un’altro di comprendere il proprio messaggio richiede consapevolezza: è a questo livello che un approccio all’intercomprensione necessita di essere considerato, sia dall’insegnante che dagli studenti.

  13. Laura Says:

    Mi scuso per il refuso: riscrivo il messaggio correttamente
    Comunicare con l’intento di farsi capire presuppone lo sviluppo di una abilità particolare. Imparare a comunicare per permettere ad un altro di comprendere il proprio messaggio richiede consapevolezza: è a questo livello che un approccio all’intercomprensione necessita di essere considerato, sia dall’insegnante che dagli studenti.

  14. helena araujo e sa Says:

    Fundamental, para o futuro dos nossos trabalhos, a questão colocada pela Claudia. Claro que não sabemos ainda responder-lhe. Mas importa ir nessa direcção, como Galapro, aliás, aponta.
    A intercompreensão é importante em todos os espaços sociais. Como trabalhar a noção e as práticas associadas para as tornar pertinenets nesses espaços? A

  15. helena araujo e sa Says:

    (desculpem, a mesnagem entrou anese de tempo, continuo aqui….)

    Aqui está uma temática importante para um grupo de trabalho numa sessão Galapro….

  16. paipe Says:

    Comunicar en lenguas no dirime los conflictos que son recurrentes en la historia de la humanidad. La intercomprensión “salvadora” es una utopìa en verdad. Los conflictos entre los hombres y las sociedades van más allá de la emergencia del lenguaje y de la capacidad de hablar varias lenguas.
    Sin embargo, el conocimiento de lenguas-culturas, la interrelación con otros nos hace más amplios y más críticos y la verdad, no sé si atenúa o promueve conflictos, pero sí nos hace más experimentados en la negociación a través del lenguaje.

  17. claudia ferreira Says:

    Voltando aos diferentes espaços de intervenção da intercompreensão, queria acrescentar que certamente várias pessoas já terão pensado no assunto de forma concreta. No meu caso, por exemplo, estou a pensar m trabalhar a partir de várias línguas na disciplina de tradução audiovisual, onde, até agora me senti obrigada a partir sempre da tradução inglês-português no ensino da legendagem. A questão é que a força do reconhecimento de uma única língua internacional acaba por se reflectir em muitos aspectos da nossa metodologia de trabalho nas aulas (para mim e sobretudo para os alunos, é óbvio que, na aprendizagem da técnica da legendagem, a língua de partida é o inglés!!!) Julgo que uma grande parte do trabalho para convencer que não tem de ser assim, terá de passar por questionar-nos a nós próprios, em primeiro lugar, e verificar como é que esse pensamento único (língua única) se imôr a nós… não sei se isto ficou muito claro!

  18. helena araujo e sa Says:

    Claudia, acabo de ler um texto de Calvet sobre “le poids des langues”, publciado na revista Synergies Brésil. è interessante, ele utiliza vários métodos estatísticos para “medir” a importãnica das línguas. O interessante é que, segundo os critérios de “medição” utilizados, o peso respectivo de cada língua modifica-se consideravelmente, claro. A tradução é um dos critérios analisados: quais as línguas (langue source et langue cible) mais traduzidas? talvez lhe interese…. o objectivo do estudo, em curso, é justamente poder utilizar estes critérios em decisões de política linguística e de escolha de línguas, em cada contexto preciso.

  19. claudia ferreira Says:

    Sim, gostava mesmo de investigar essa questão. Apanhei um documento Ppt de 2007, mas julgo que haverá algo mais recente.
    Obrigada…

  20. Moncho Says:

    Non penso que sexan utópicas esas persoas que procuran intercambiar información valéndose das linguas. As linguas, como as persoas, están vivas, e ambas precisan a comunicación para subsistir. Penso que non é necesario saber unha soa lingua para poder comunicarse co resto do mundo, senón que é bo, valioso e ata necesario saber o máximo posible delas, para saborealas e saber convivir e participar delas.

  21. smelopt Says:

    “Saborealas” é mesmo o que é preciso, Moncho! Amar as línguas em sinestesia: a visão, a audição e o paladar todos confundidos… Será que tb se pode “tocar” na língua?

  22. maddalena Says:

    forse “Saborealas” vuol dire “assaporarle” in italiano? cioè sentirne il sapore: bella immagine.
    forse una lingua non si può toccare ma noi possiamo essere toccati da lei!

  23. Gloria Says:

    Me parece importante el aporte de Claudia, en cuanto a la cuestión de la intercomprensión en el ámbito laboral cabe resaltar los aportes de Lorenza Mondada (2000) por ejemplo de las teleconferencias entre médicos y las operaciones, que son estrictamente profesionales.

    En cuanto a la educación es más fácil integrar la enseñanza de a través intercomprensión en paises o regiones de tradición plurilingue o de contacto a través de intercambios. Para aquellos que les es más díficil la tarea se dificulta ya sea por mantener una tradición en la enseñanza o por desconocimiento mismo del concepto de Intercomprensión. La práctica lingüística de la Intercomprensión, permite fortalecer la competencia en una lengua, pero esta experiencia se debe conservar, en espacios que no sean puramente académicos sino reales, tales como una reunión informal, de trabajo o acciones de la vida cotidiana e incluso en la comunicación a distancia, tal como lo hacemos en este momento en la plataforma.

  24. smelopt Says:

    sim, Made, compreendeste bem: é mesmo sentir com o paladar ;)

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